
Meu
primeiro contato com a leitura foi incentivado pela minha mãe que comprou um
livro com muitas imagens e poucas palavras, mas com uma história muito bela
sobre valores, bondade, amor e o quanto temos que ser bons na vida. A vida
passa e as lembranças boas permanecem e ia até quando o personagem principal
morria. Essas imagens e essa história nunca saíram de minha mente e até hoje
estão comigo.
Na
adolescência sempre li muitos livros e sempre tive o hábito da leitura com
prazer. Com o passar dos anos fui mudando os gêneros e estilos de leitura.
A leitura
sempre foi, é e será algo bom, motivador e maravilhoso para mim.
Sempre
gostei muito de ler e procurei sempre incentivar minha filha e meus alunos.
Tenho a maior tristeza quando vejo a aversão que alguns alunos possuem pela
leitura. Reflito e sempre procuro explicações para tal fato.
Quanto à
escrita me lembro até hoje da cartilha Caminho Suave, onde aprendi a escrita
com esse livro encantador não posso deixar de falar da minha professora D.
Maria Tereza, sempre tratava a todos com muito carinho, ensinava com muita
delicadeza a lição e incentivava para que todos aprendessem.
Bons
tempos e boas lembranças!
Postado por : Amália Betania
Altarugio
Lembranças do primeiro dia de aula
Quanta
saudade! Voltar ao passado sempre nos faz bem. Lembro-me do meu primeiro dia de
aula, já entrei logo para a primeira série sem fazer o pré, as crianças todas
já sabiam escrever seus nomes e eu nem sabia quais eram as vogais, medo e
insegurança tomavam conta do meu ser. Mas quando a professora Dona Julieta me
ensinou a escrever meu nome fiquei muito emocionada, pois em todas as
atividades colocava nome.
O tempo passou e eu já estava na terceira série com a Dona Julieta
novamente, e ela me deu de presente um livro que marcara minha infância: "
A bela adormecida", lia e relia todos os dias, mas com a infância pobre
não tínhamos condições de comprar livros, então quando cheguei na 5ª série
conheci a biblioteca da escola, quando entrei pela primeira vez fiquei
maravilhada, nunca tinha visto tantos livros em minha vida.
A partir daí comecei a ler, hoje a leitura faz parte da minha vida
e é engraçado leio de tudo até quando estou almoçando leio o rótulo do
refrigerante.
Postado por: Andreia
Carvalho Biagi
Lembranças
Conforme vimos, o processo inicial é aquele que nos impulsiona. Alguns
com mais dificuldade outros com menos: é o início do percurso. Vimos o quanto à
atuação da família é importante. Lemos e ouvimos experiências. Interagimos.
Conforme vimos, o processo inicial é aquele que nos impulsiona. Alguns
com mais dificuldade outros com menos: é o início do percurso. Vimos o quanto à
atuação da família é importante. Lemos e ouvimos experiências. Interagimos.
Quero agora enfatizar “A Escola”. É nela que a sequência, a continuidade
do processo de aprendizado avança.
Lembro-me da professora do primeiro ano, Dona Judith. Além de
professora, tinha muito de mãe. Atenta não somente ao ensino, mas também aos
cuidados com a saúde de cada aluno. Nessa época a incidência de vírus era
maior: caxumba, catapora, rubéola, tosse comprida... Também havia o gabinete
dentário. Meu Deus, que sufoco! Tremia tudo: dentista, cadeira do dentista e o
aluno na cadeira. O motor, até hoje sinto a trepidação.
Foi nesse primeiro ano que comecei a aprender a ler. A professora
gostava de cantar: cantava a tabuada, o abecedário, à cartilha... E nós
formávamos o coro, E não é que se aprendia!
Nessa época comecei a gostar de gibis. Tinha coleção deles: Tarzan,
Cavaleiro Negro, Mandrake, Superman , Búfalo Bill , Mickey , Bolinha ...Sempre
os renovava. Onde? Na sessão de cinema que acontecia no domingo: a chamada
matinê. Começava as 14 h, por volta das 13 h eu lá estava com meu pacote de
gibis: trocava um mais novo por dois mais velhos; um almanaque por três...
Muitas vezes combinávamos nos encontrar nas casas uns dos outros.
Às 14 horas iniciava-se a sessão de cinema: soava um tipo de sinal,
muito aguardado, que se intensificava ao mesmo tempo em que as luzes iam
mudando de cor e a cortina se abrindo Que sensação incrível! Na tela surgia o
Canal 100, era o esporte em tela grande, logo em seguida trailers de filmes e
após uma pausa surgia à águia ou o urro de um leão, era o início do filme
programado. Assistir a filme em sessão matinê era como estar em um estádio de
futebol: mocinhos e bandidos quando se envolviam em lutas era pura torcida.
Ao chegar, em casa, lá do portão se sentia o cheiro do pão caseiro. Após
saciar a fome, meu lugar preferido era a janela. Nela sentava e começava a ler,
ler, ler... Bons tempos, muita saudade.
Postado
por: Antônio Carlos Pelaes
Paixão por livros
Mas o que realmente
me encantou e deixou-me apaixonada por livros e leitura foram as aulas da Dona
Marta minha professora de português da quinta série, já estava morando na cidade,
ela também não morava lá, morava em Ribeirão Preto. Ela além de muito elegante
era inteligente e muito brava.
Suas aulas eram
ótimas, fazíamos competição de leitura, fazíamos leitura semanal de vários
livros principalmente de aventuras. Lembro-me que lemos todos os livros da
série vagalume. Como foram boas estas leituras.
Postado por: Vânia
Baldão Bazon
A importância do exemplo
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Meu pai lia jornal todos os dias. Esse era o único portador de texto que havia na
minha infância, fora os livros escolares. Tudo começou quando eu tinha doze
anos. Ele, com apenas o primário completo, adorava ler jornal. Como não tinha,
em casa, com quem dialogar a respeito do que havia lido, fui à escolhida
(embora tivesse irmãos mais velhos). Então, ele me fazia ler os textos e depois
trocávamos ideias sobre as notícias, principalmente política.
Lembro-me também que,
quando não entendia bem o texto, procurava ajuda do professor de História, Sr.
Wanderley, que me ajudava muito a entender os acontecimentos da época. E assim,
repassava para meu pai.
No início não achei
muito bom, mas meses depois tomei gosto em saber sobre o que estava ocorrendo
no País e no Mundo. Estava sempre informada e pronta para participar de
qualquer comentário feito pelos professores.
Já com a escrita não
tenho muitas lembranças, a não ser o diário onde relatava momentos: de
alegrias, tristezas, incertezas e esperanças. Durando apenas na adolescência.

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