sábado, 8 de junho de 2013

DEPOIMENTOS , DOS AUTORES DO BLOG, SOBRE ALGUMAS DE SUAS EXPERIÊNCIAS COM A LEITURA E ESCRITA.



 Meu primeiro contato com a leitura


Identifiquei-me com os depoimentos de Danusa Leão, Rubem Alves e Nina Horta.

Meu primeiro contato com a leitura foi incentivado pela minha mãe que comprou um livro com muitas imagens e poucas palavras, mas com uma história muito bela sobre valores, bondade, amor e o quanto temos que ser bons na vida. A vida passa e as lembranças boas permanecem e ia até quando o personagem principal morria. Essas imagens e essa história nunca saíram de minha mente e até hoje estão comigo.
Na adolescência sempre li muitos livros e sempre tive o hábito da leitura com prazer. Com o passar dos anos fui mudando os gêneros e estilos de leitura.
A leitura sempre foi, é e será algo bom, motivador e maravilhoso para mim.
Sempre gostei muito de ler e procurei sempre incentivar minha filha e meus alunos. Tenho a maior tristeza quando vejo a aversão que alguns alunos possuem pela leitura. Reflito e sempre procuro explicações para tal fato.
Quanto à escrita me lembro até hoje da cartilha Caminho Suave, onde aprendi a escrita com esse livro encantador não posso deixar de falar da minha professora D. Maria Tereza, sempre tratava a todos com muito carinho, ensinava com muita delicadeza a lição e incentivava para que todos aprendessem.
Bons tempos e boas lembranças!

Postado por : Amália Betania Altarugio
 
 
 

 
Lembranças do primeiro dia de aula 

Quanta saudade! Voltar ao passado sempre nos faz bem. Lembro-me do meu primeiro dia de aula, já entrei logo para a primeira série sem fazer o pré, as crianças todas já sabiam escrever seus nomes e eu nem sabia quais eram as vogais, medo e insegurança tomavam conta do meu ser. Mas quando a professora Dona Julieta me ensinou a escrever meu nome fiquei muito emocionada, pois em todas as atividades colocava nome.

O tempo passou e eu já estava na terceira série com a Dona Julieta novamente, e ela me deu de presente um livro que marcara minha infância: " A bela adormecida", lia e relia todos os dias, mas com a infância pobre não tínhamos condições de comprar livros, então quando cheguei na 5ª série conheci a biblioteca da escola, quando entrei pela primeira vez fiquei maravilhada, nunca tinha visto tantos livros em minha vida.
A partir daí comecei a ler, hoje a leitura faz parte da minha vida e é engraçado leio de tudo até quando estou almoçando leio o rótulo do refrigerante.
 

Postado por: Andreia Carvalho Biagi




 
Lembranças


Conforme vimos, o processo inicial é aquele que nos impulsiona. Alguns com mais dificuldade outros com menos: é o início do percurso. Vimos o quanto à atuação da família é importante. Lemos e ouvimos experiências. Interagimos.

Quero agora enfatizar “A Escola”. É nela que a sequência, a continuidade do processo de aprendizado avança.

Lembro-me da professora do primeiro ano, Dona Judith. Além de professora, tinha muito de mãe. Atenta não somente ao ensino, mas também aos cuidados com a saúde de cada aluno. Nessa época a incidência de vírus era maior: caxumba, catapora, rubéola, tosse comprida... Também havia o gabinete dentário. Meu Deus, que sufoco! Tremia tudo: dentista, cadeira do dentista e o aluno na cadeira. O motor, até hoje sinto a trepidação.

Foi nesse primeiro ano que comecei a aprender a ler. A professora gostava de cantar: cantava a tabuada, o abecedário, à cartilha... E nós formávamos o coro, E não é que se aprendia!

Nessa época comecei a gostar de gibis. Tinha coleção deles: Tarzan, Cavaleiro Negro, Mandrake, Superman , Búfalo Bill , Mickey , Bolinha ...Sempre os renovava. Onde? Na sessão de cinema que acontecia no domingo: a chamada matinê. Começava as 14 h, por volta das 13 h eu lá estava com meu pacote de gibis: trocava um mais novo por dois mais velhos; um almanaque por três... Muitas vezes combinávamos nos encontrar nas casas uns dos outros.

Às 14 horas iniciava-se a sessão de cinema: soava um tipo de sinal, muito aguardado, que se intensificava ao mesmo tempo em que as luzes iam mudando de cor e a cortina se abrindo Que sensação incrível! Na tela surgia o Canal 100, era o esporte em tela grande, logo em seguida trailers de filmes e após uma pausa surgia à águia ou o urro de um leão, era o início do filme programado. Assistir a filme em sessão matinê era como estar em um estádio de futebol: mocinhos e bandidos quando se envolviam em lutas era pura torcida.

Ao chegar, em casa, lá do portão se sentia o cheiro do pão caseiro. Após saciar a fome, meu lugar preferido era a janela. Nela sentava e começava a ler, ler, ler... Bons tempos, muita saudade.

 

Postado por:  Antônio Carlos Pelaes





 Paixão por  livros
 


Mas o que realmente me encantou e deixou-me apaixonada por livros e leitura foram as aulas da Dona Marta minha professora de português da quinta série, já estava morando na cidade, ela também não morava lá, morava em Ribeirão Preto. Ela além de muito elegante era inteligente e muito brava.
 
Suas aulas eram ótimas, fazíamos competição de leitura, fazíamos leitura semanal de vários livros principalmente de aventuras. Lembro-me que lemos todos os livros da série vagalume. Como foram boas estas leituras.
Postado por: Vânia Baldão Bazon
 

 
A importância do exemplo
A leitura dos depoimentos sobre aquisição de leitura e escrita me fizeram reviver momentos da minha infância adormecidos pelo tempo. Minha professora da pré-escola, D. Vera, lendo contos de fadas na sala de aula que me transportava para outro mundo e principalmente meu pai, que teve papel de grande importância na minha formação de leitora.
Meu pai lia jornal todos os dias. Esse era o único portador de texto que havia na minha infância, fora os livros escolares. Tudo começou quando eu tinha doze anos. Ele, com apenas o primário completo, adorava ler jornal. Como não tinha, em casa, com quem dialogar a respeito do que havia lido, fui à escolhida (embora tivesse irmãos mais velhos). Então, ele me fazia ler os textos e depois trocávamos ideias sobre as notícias, principalmente política.
Lembro-me também que, quando não entendia bem o texto, procurava ajuda do professor de História, Sr. Wanderley, que me ajudava muito a entender os acontecimentos da época. E assim, repassava para meu pai.
No início não achei muito bom, mas meses depois tomei gosto em saber sobre o que estava ocorrendo no País e no Mundo. Estava sempre informada e pronta para participar de qualquer comentário feito pelos professores.
Já com a escrita não tenho muitas lembranças, a não ser o diário onde relatava momentos: de alegrias, tristezas, incertezas e esperanças. Durando apenas na adolescência.
 Postado por: Regina A.V. Silva


 


 

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